2009-02-13
Construção Civil
As empresas que comercializam painéis solares aguardam com expectativa pelos resultados da medida anunciada quarta-feira pelo primeiro-ministro de apoio à aquisição destes equipamentos, mas na generalidade consideram-na positiva..A multinacional Bosh, que em Portugal comercializa e instala painéis solares através da Vulcano, considerou hoje muito positivo o anúncio de benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário para as famílias que instalem painéis solares, no âmbito de um programa que pretende atingir 65.000 habitações em 2009, num investimento de 225 milhões de euros.
"É uma medida muito positiva porque vai permitir diminuir o consumo de combustíveis fósseis e a redução da emissão de dióxido de CO2 (dióxido de carbono) nos processos de combustão para aquecimento de água", sublinhou o director de comunicação da empresa em Portugal, Alexandre Silva.
"Do ponto de vista ambiental é uma medida altamente eficiente", considerou o responsável, sublinhando a poupança na factura energética do gás, por exemplo.
As famílias, indicou, "vão canalizar essa poupança para estabelecerem um crédito com o banco e ao fim de seis/sete anos têm o equipamento pago com a poupança energética que vão gerando", explicou.
Por outro lado, acrescentou, "vai permitir a criação ou manutenção de cerca de 2.000 postos trabalho".
"As pessoas vão ter uma poupança imediata na factura energética e em vez de pagarem Galp pagam ao banco e ainda podem fazer dedução fiscal", indicou Alexandre Silva, para quem se trata de "um conceito muito interessante para as famílias".
Nesta empresa, a instalação completa de um sistema de 200 litros custa cerca de 2.000 euros, mas se for de 300 litros (para uma casa com uma família de quatro pessoas) chega ao 3.500 euros.
Segundo a mesma fonte, no último ano foram instalados 90.000 metros quadrados de painéis solares em Portugal, dos quais 13.000 pela Vulcano.
De 2007 para 2008, a subida verificada pela empresa neste segmento em Portugal foi de 100 por cento, disse.
A Bosh é uma multinacional com um volume de negócios de 46.000 milhões de euros, o que representa um terço do Produto Interno Bruto Nacional e tem capacidade para instalar painéis solares nos 65.000 lares que se pretende alcançar este ano, de acordo com a mesma fonte.
A Lusa contactou empresas nacionais de menor dimensão instaladas em diversos pontos do país, uma delas de Almada, a MB-Design, no mercado há cerca 15 anos e onde a medida anunciada por José Sócrates é ainda uma incógnita, em tempos de crise.
"Não sei como vai ser. As pessoas neste momento não estão a aderir por uma simples razão: o poder económico está muito mau. Orçamentos temos feito, mas quando as pessoas vêem o valor desistem", afirmou Nelson Mateus, técnico de ar condicionado e painéis solares, cujos preços variam entre 200 e mil euros, dependendo da tecnologia.
Se até 2004, a facturação "foi sempre a subir", em 2005 baixou 50 por cento e tem-se mantido, segundo aquele técnico que prevê "fazer muitos orçamentos, mas poucas obras".
Na sua opinião, a medida não vai fazer as pessoas mudarem de hábitos em termos energéticos e o primeiro-ministro "sabe disso", até porque, "já havia benefícios" e os painéis solares já eram obrigatórios nos prédios novos.
Em Viana do Castelo, a recém-criada Raiz Verde recebe a notícia com optimismo, embora desconheça ainda como vai aplicada.
"Qualquer medida é sempre bem vinda, não sabemos ainda como o Governo a vai adoptar, mas vai de certeza aumentar a procura", espera Pedro Silva, técnico de projectos da empresa criada há cerca de meio ano.
"Um dos 'handicaps' destes equipamentos é serem caros e qualquer medida para baixar os valores é sempre bem-vinda", acentuou.
Um sistema completo para instalar painéis solares numa casa com quatro pessoas custa aqui cerca de 3.700 euros.
"Há mais curiosidade do que propriamente compra, mas as pessoas têm aderido, procurando o mais barato, mas têm aderido", contou.
Cristóvão Pires é dono de uma empresa em Bragança do mesmo ramo, a Brigansol, e ainda não está "bem dentro do assunto", mas diz que já existia um benefício fiscal de 30 por cento, embora limitado a 770 euros.
"Agora se não houver limite é bom", defendeu, acrescentando que qualquer painel solar ronda os 3.000 euros, com instalação.
Há um ano no mercado, confessou que o negócio tem corrido "bastante bem".
"As pessoas começaram a aderir mais a partir do ano passado, quando o Governo lançou o Certificado Energético que obriga todas as habitações novas a ter painéis solares térmicos para águas quentes sanitárias", disse.
Se na nova construção já é obrigatório, nas restantes casas "vai impulsionar" a adopção desta energia, considerou.
"As pessoas têm manifestado vontade, quando vêem o preço é que se retraem e vão para casa pensar", contou.
Fonte: Construir
Para garantir a existência de energia suficiente no futuro é necessário utilizá-la prudentemente no presente. Todos devemos conservar a energia e usá-la eficientemente. Depende de todos nós a iniciativa de criar novas tecnologias que transformem a energia. Um de nós pode ser outro Albert Einstein e encontrar outra fonte de energia. Tudo depende da tua garra e determinação. O futuro é nosso mas para lá chegar precisamos de energia.
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